Você sabe como funciona a tabela SAC?

Diminuição progressiva no valor das parcelas é uma das características desse sistema de amortização

Para qualquer empréstimo bancário, há um sistema de amortização envolvido no pagamento da dívida. Um deles, calculado pela tabela SAC, possui um decréscimo de juros ao longo da quitação que pode favorecer os contratantes a terem uma folga de pagamento maior no fim da dívida.

 

Confira o post da Melhor Taxa e entenda melhor o funcionamento desse sistema de amortização!

O que é a tabela SAC?

A tabela SAC consiste em um sistema de amortização que funciona de forma constante — como o próprio nome já diz. Nesse sentido, o valor da amortização nas parcelas mensais de quitação da dívida se mantém igual ao longo de todo o pagamento. O que se altera, no entanto, é o valor mensal dos juros — que decresce até o fim da dívida.

 

Muita gente pensa que, devido ao valor das parcelas diminuírem conforme o débito é quitado, a amortização do sistema SAC é decrescente. No entanto, mantendo essa parte da composição de uma parcela de crédito imobiliário intacta, é possível diminuir os juros cobrados durante o processo — esse sendo, de fato, decrescente.

 

Tomemos como exemplo um empréstimo de R$ 300 mil dividido em 60 parcelas de amortização de R$ 5 mil cada. Em cima do saldo devedor — sempre o do mês anterior —, é aplicada a taxa de juros da instituição financeira em questão. Caso seja, por exemplo, 1%, no primeiro mês, o contratante pagará os R$ 5 mil da amortização e essa porcentagem de juros — que, nesse caso, se configura em R$ 3 mil.

 

Em dada situação fictícia, o cliente pagará, portanto, R$ 8 mil na primeira parcela. No entanto, na segunda prestação, o juros não será aplicado ao saldo devedor inicial, e sim ao montante que ainda falta amortizar — ou seja, nesse exemplo, R$ 295 mil. Com isso, os 1% de juros resultaram em R$ 2.950 de taxa na segunda parcela da quitação — que, afinal, será de R$ 7.950.  

 

Tabela SAC

 

Como podemos perceber, conforme a dívida é quitada, cada vez menos o contratante terá de pagar juros. Na última parcela, a tendência é que o valor de juros seja quase insignificante se comparado a primeira prestação do financiamento.

Entenda a relação do saldo devedor com a tabela SAC

Em relação às parcelas pagas pelo contratante e a sua composição, podemos chamar o montante a ser amortizado do financiamento de saldo devedor. Ou seja, tal saldo diz respeito ao quanto do valor emprestado pela instituição ainda deve ser devolvido pela pessoa que requisitou o crédito.

 

Essencialmente, esse saldo é o valor fundamental da quitação da dívida. Juros, seguros e outros encargos devem ser pagos todos os meses, de forma normal — no entanto, é a amortização que é levada em conta quando se fala do quão quitada uma dívida está ou não. No entanto, o saldo devedor acabará sendo alterado ao longo do tempo de pagamento.

 

 

Levando em conta a inflação e os índices de correção, o valor da amortização será alterado conforme o tempo passar. É improvável que, por causa dessa correção, alguma parcela seja maior do que a do mês anterior — no entanto, isso pode acabar acontecendo. Nesse sentido, a tabela Price, o outro sistema de amortização disponível, se diferencia, visto que o valor das suas parcelas se mantêm idênticos ao longo da quitação.

Tabela SAC x tabela Price: qual vale mais a pena?

Em relação a tabela Price, o sistema de amortização SAC possui um efeito psicológico exclusivo: com o valor das parcelas decaindo ao longo do tempo, sente-se que, conforme passa o tempo, a quitação do financiamento está cada vez mais fácil e com folga. Para quem possui uma renda extensa e consegue arcar com as altas parcelas do início, essa pode ser uma opção interessante.

 

A tabela Price, porém, possui o mesmo valor para as parcelas do início ao fim da quitação da dívida. Nem mesmo os índices de correção do saldo devedor alteram as prestações desse sistema. A amortização e o juros, no entanto, não se mantém constante utilizando a tabela Price: enquanto um segue na crescente, o outro decresce até o fim do pagamento da dívida.

 

 

Em suma, se tratando de financiamentos imobiliários, é difícil definir qual seria o melhor sistema de amortização. Isso depende muito do perfil do consumidor em questão.

 

Caso a pessoa tenha uma boa renda a ponto de pagar parcelas maiores no início da quitação, talvez a tabela SAC seja a melhor opção de cálculo de pagamento. No entanto, se o contratante deseja ter um parcelamento estável, sem surpresas em relação a correção do valor de amortização, o sistema Price pode ser o mais indicado.

 

Independentemente de qual for a forma de quitação da dívida escolhida, é fato que financiar com a melhor taxa do mercado será um ótimo negócio para o contratante. Para isso, solicite um financiamento de imóvel no nosso site e facilite o pagamento do seu empréstimo imobiliário!

 
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