O que é o crédito rotativo? Saiba se ele é a melhor opção

Rotativo está associado ao uso do cartão de crédito e merece atenção

O crédito rotativo é acionado toda vez que o consumidor deixa de pagar a fatura integral do cartão. Geralmente, esse empréstimo é associado ao pagamento mínimo da conta.

Porém, mesmo quando o indivíduo paga mais do que o mínimo — e menos que o total — o crédito rotativo passa a correr. Nesse tipo de situação, o banco empresta o valor para completar a fatura. Mas, para isso, ele cobra juros do cartão de crédito sobre o valor que ainda deverá ser pago.

Novas regras para a utilização do crédito rotativo

No ano passado, o Banco Central alterou as regras para a utilização do crédito rotativo. Até então, era possível recorrer a esse empréstimo por diversas vezes, sem qualquer limite.

Agora, o cliente só pode ficar no rotativo do cartão de crédito por até 30 dias. Se, após esse período, ele ainda não puder fazer o pagamento total, o banco deverá oferecer uma opção de parcelamento. Essa alternativa precisa ter juros mais baratos do que os do cartão.

Mesmo assim, é provável que a instituição financeira tenha outros produtos mais econômicos que o rotativo e o empréstimo pessoal. Os créditos com garantia, por exemplo, podem cobrar menos de 2% ao mês.

Vantagens e desvantagens do crédito rotativo

Ao lado do cheque especial, o crédito rotativo tem uma das taxas mais caras do mercado. Portanto, ele não apresenta qualquer vantagem financeira, a não ser conceder um prazo a mais para o pagamento da fatura.

Por falar em juros, muitos consumidores nem sabem o quanto pagam quando deixam de pagar a conta completa. Segundo uma pesquisa divulgada no O Globo, 84% dos brasileiros que recorrem ao crédito rotativo não sabem qual é a taxa de juros dessa modalidade.

O desconhecimento acontece, principalmente, pela falta de educação financeira e planejamento orçamentário. Por isso, é recomendável observar com cuidado a fatura e buscar alternativas para evitar a bola de neve.

Como evitar custos altos no cartão de crédito

Independentemente das novas regras, pagar a fatura completa continua sendo o melhor caminho. Porém, imprevistos podem acontecer e fazer com o que o consumidor só consiga pagar uma parte. Nesse sentido, é importante analisar o que o banco está oferecendo.

O crédito parcelado costuma ter juros de 8% ao mês, em média. Na prática, isso é bem menor do que os 15% que costumavam ser cobrados. Apesar disso, a nova opção pode não ser tão vantajosa aos clientes, que podem encontrar opções muito abaixo disso.

Depois de quitar a dívida de cartão de crédito, é fundamental que o consumidor preste atenção ao voltar usá-lo. O limite não deve ser alcançado apenas porque ele existe, mas porque o indivíduo tem condições de pagá-lo. Assim, se o cartão tiver um limite de R$ 1.000, esse valor só deve ser atingido se, de fato, no mês seguinte puder ser pago.

Refinanciamento imobiliário é opção para endividados

No refinanciamento imobiliário, o consumidor consegue tomar um empréstimo e pagar com taxas muito mais baixas. Isso ocorre porque a instituição tem a convicção de que o crédito será pago, já que o imóvel é posto em garantia.

Nessa modalidade, é possível pegar até 60% do valor do imóvel e usá-lo como quiser. Portanto, essa pode ser uma opção para quem está endividado. Outra vantagem é que o refinanciamento pode ser pago em até 20 anos, o que representa um prazo bem maior do que outros produtos. Muitos empréstimos concedem até 5 anos para pagar.

Para quem tem mais de uma dívida, a possibilidade é fazer o refinanciamento e pagar tudo de uma vez. Esse é o melhor jeito de trocar várias contas por apenas uma, com juros menores.

Como fazer o refinanciamento de imóvel

O interessado em adquirir o refinanciamento imobiliário precisa preencher alguns requisitos. O imóvel a ser colocado em garantia pode não estar em nome próprio, mas o proprietário precisa demonstrar ciência de que o bem estará em garantia.

Caso o imóvel esteja sendo financiado, é necessário que ele já tenha sido ao menos 50% pago. Além disso, o tomador de crédito precisa comprovar que tem condições financeiras de efetuar o pagamento. Para isso, é possível compor renda com outras pessoas, assim como acontece no financiamento de imóvel.

Comparar as taxas de refinanciamento é importante

As taxas do refinanciamento podem variar de banco para banco. Então, todo cuidado é pouco para escolher a opção que melhor se adequa ao orçamento.

Para quem está tentando se livrar dos juros do crédito rotativo, vale a pena simular o refinanciamento. Na Melhortaxa, há calculadores exclusivas que ajudam nesse momento, garantindo mais praticidade para a sua busca. Simule já!

Veja Também