Entenda tudo sobre a tabela Price

Entenda onde e como o método de amortização de dívidas é utilizado

Ao contratar uma linha de crédito, o cliente possui duas opções de amortização a sua escolha: o SAC e a tabela Price. Escolhendo a segunda opção, saiba que você quitará a dívida pagando parcelas de valor idêntico do início ao fim do prazo de pagamento — mesmo com alteração do saldo devedor.

 

Em termos de estabilidade e de planejamento financeiro, essa pode ser uma boa opção para o contratante. Confira o post da Melhor Taxa abaixo e entenda tudo sobre a tabela Price!

O que é a tabela Price?

A tabela Price é, essencialmente, um sistema de amortização — que consiste na forma com que uma pessoa quita a dívida obtida de um empréstimo tomado de alguma instituição financeira. Ao contratar uma linha de crédito, o cliente e a empresa estabelecem, por contrato, a maneira com que a dívida total — amortização, juros e seguros — será quitada.

 

Historicamente, a tabela Price foi desenvolvida pelo filósofo Richard Price, em meados do século XVIII. Utilizada a princípio para ajudar no cálculo do pagamento de pensões e aposentadorias, a partir da segunda revolução industrial — que ocorreu no meio do século XIX —, ela passou a ser o método utilizado em amortizações.

 

 

Atualmente, a tabela Price é um dos dois sistemas de amortização disponíveis no mercado financeiro brasileiro — o outro é a tabela SAC.

Como ela funciona?

O sistema de amortização Price consiste em parcelas iguais, do início ao fim da quitação da dívida. Inclusive, esse é o ponto fundamental desse sistema. No entanto, não necessariamente, a amortização e os juros possuem valor iguais em todas as parcelas. Por exemplo: no início, os juros podem ser a maior parte, enquanto, posteriormente, a amortização será maior.

 

Ou seja, o valor se mantém o mesmo da primeira à última parcela, mas a sua composição alterada. Se no início os juros forem mais altos do que o normal, mais próximo do fim do pagamento é capaz que o seu valor seja bem menor, enquanto a amortização segue o caminho inverso.

Aliás, o normal praticado nesse sistema é que as primeiras parcelas tenham em torno de 20% do seu valor composto por juros. Já no fim da quitação da dívida, essa porcentagem deve chegar a menos de 5% — dependendo, claro, da modalidade de crédito contratada. Ressalta-se: mesmo sendo chamada de amortização crescente, o valor das parcelas será sempre o mesmo.

Saiba um pouco sobre o saldo devedor de um financiamento

Independentemente do sistema de amortização escolhido pelo contratante do empréstimo, a dívida restante será sempre tratada como saldo devedor. Tal quantia diz respeito ao quanto o cliente ainda deve à instituição financeira que lhe concedeu o crédito. Financiamento imobiliário, por exemplo, é uma das modalidades que trata a dívida como saldo devedor.

 

O saldo devedor, no entanto, costuma sempre ser alterado ao longo do pagamento da dívida. Devido às alterações na economia e no mercado financeiro — leia-se inflação —, é normal que isso aconteça. No entanto, o funcionamento do sistema Price impede que o valor das prestações, mesmo havendo inflação, se altere — eis aqui uma das principais vantagens da tabela Price.

 

Devido aos juros “a mais” pagos anteriormente, o aumento das taxas é, de certa forma, compensado. A não alteração das parcelas ao longo da quitação da dívida, inclusive, pode garantir mais certeza em relação ao planejamento financeiro do contratante. Enquanto a tabela SAC possui todas as prestações totalmente distintas entre si, a Price garante a estabilidade do valor da parcela.

Tabela Price x tabela SAC

Na hora de acertar o pagamento da financiamento imobiliário — ou qualquer outro empréstimo bancário comum —, o contratante se vê diante de duas possibilidade com relação ao sistema de amortização: Price e SAC. Como visto anteriormente, a primeira opção mantém o valor das parcelas idêntico ao longo da quitação.

 

O segundo sistema, o qual as siglas significam Sistema de Amortização Constante, no entanto, estabelece um pagamento em que as primeiras parcelas serão maiores do que as últimas — diminuindo o valor constantemente entre a primeira e a última. Pelo SAC, o valor de amortização será sempre o mesmo, sendo os juros alterados ao longo dos meses.

 

 

Uma semelhança entre as duas é o fato de que as taxas possuem um peso maior no início da quitação. Nesse sentido, o contratante estará pagando, primeiramente, parcelas em que a sua maior parte é composta por juros. Cabe a ele, então, decidir se vale a pena pagar prestações maiores primeiro ou mantê-las com o mesmo valor ao longo de todo o pagamento.

 

No entanto, uma coisa que o consumidor pode fazer é negociar com a instituição que possuir os juros mais vantajosos. Tendo em vista isso, a partir da resposta de um formulário, a Melhor Taxa encontra para o cliente as melhores taxas do mercado de crédito. Solicite um financiamento de imóvel em nosso site e conheça o serviço!

 


  • Tabela Price
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