O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou o último dia 29 mudanças nas normas do depósito compulsório que irão liberar até R$ 22,5 bilhões da poupança para financiamentos imobiliários.

A medida entrou em vigor no dia 1º de junho, e a expectativa é que as empresas do setor ganhem. “O governo atendeu dois pedidos nossos em um momento de cortes no orçamento. Essa possibilidade vai ajudar o mercado habitacional como um todo”, avalia o vice-presidente da Habitação Popular do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), Ronaldo Cury. “Os bancos vão ser mais seletivos nos financiamentos, mas terão com o que trabalhar.”

Segundo as medidas, os bancos que utilizarem mais a poupança para financiar casas receberão estímulos. As instituições financeiras que fizerem novos financiamentos poderão ainda deduzir 18% do que deveriam recolher ao Banco Central no compulsório remunerado pela poupança.

Para o SindusCon-SP, no entanto, não se pode perder de vista que a mudança nas regras do depósito compulsório é uma medida apenas paliativa para a questão imediata de falta de recursos.

Em 2014, as concessões de empréstimos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) atingiram R$ 156,8 bilhões. Desse total R$ 112,8 bilhões, ou 72%, tiveram origem nos recursos da poupança e o restante veio do FGTS. “A despeito do crescimento de outros instrumentos que captam no mercado (LCI, CRIs, etc),  a habitação continua dependendo basicamente do FGTS e poupança”, salienta.

 

Fonte: SindusconSP