O que são imóveis retomados e como evitar que isso aconteça

Saiba mais sobre os imóveis retomados e confira algumas dicas de como evitar essa situação

Apesar de ser um método eficaz para aqueles que querem programar a longo prazo seu futuro econômico, é comum que as pessoas envolvidas em financiamentos ou refinanciamentos tenham medo de atrasar algumas parcelas e fazer com que o bem comprado entre para a lista dos imóveis retomados

A crise financeira faz com que muitas pessoas perdessem seus empregos ou tivessem seu orçamento doméstico impactado negativamente. Isso ocasionou prejuízos ao pagar as parcelas de operações como financiamentos e refinanciamentos, aumentando o número de imóveis retomados pelos bancos

Segundo informações do Globo, os cinco maiores bancos do país — Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, Caixa e Santander — possuem entre 90 mil e 100 mil imóveis retomados. Esse número equivale a 74% dos 121,5 mil imóveis novos e prontos para vender no Brasil. 

Mesmo que pareça bom para a instituição financeira reaver o bem, muitos bancos fazem manobras para não engordar o rol de imóveis retomados. Isso se deve ao fato de que eles não sabem vender as residências, assim como tem que pagar todas as despesas do imóvel, e manter a documentação em ordem. 

Independentemente de com qual instituição financeira você possui contratos, é de praxe que, caso haja um grande atraso não justificado no pagamento das parcelas, o bem seja recuperado. Confira neste texto como evitar que o seu bem entre nos imóveis retomados pela Caixa, por exemplo. 

Como evitar que o imóvel seja retomado 

O primeiro passo para prevenir que o imóvel seja retomado pelo banco começa antes mesmo da transação. Ao cogitar fazer um financiamento ou outra operação, é necessário fazer um planejamento e uma simulação para perceber a real capacidade de pagamento e também a disponibilidade dos rendimentos familiares. 

Com a simulação é possível perceber se há uma folga no seu orçamento, e se essa folga permite que você guarde dinheiro para pagar as parcelas do financiamento caso haja uma situação de desemprego ou doença, por exemplo. A reserva é importante para que a dívida não aumente enquanto você se estabiliza. 

Em caso de desemprego, invalidez ou morte, você pode solicitar o Fundo Garantidor de Habitação Popular (FGHAB). Ele existe para cumprir o pagamento da dívida caso o contratante do financiamento esteja temporariamente incapacitado de fazê-lo. Essa medida também evita que o imóvel seja retomado.  

Construir uma reserva de dinheiro é uma das formas de evitar que o seu bem entre para o índice de imóveis retomados. Guardando o valor de algumas parcelas, é possível pagar a transação por mais um tempo, mantendo a conta em dia e evitando, assim, que a dívida aumente. 

Renegocie a dívida sempre que possível, pois, por meio da renegociação, você demonstrará para a instituição financeira que possui interesse em concluir a transação, sem contar que pode conquistar condições favoráveis para seguir com o pagamento das parcelas do seu imóvel.

Mas o que acontece com os imóveis retomados? Eles costumam ser vendidos novamente como forma de fazer o banco recuperar o valor que foi represado com a transação. A maioria desses bens é revendida em uma plataforma, a resale imóveis retomados, cujo foco é oferecer esses imóveis para o público em geral. 

Uma boa opção para investir

Para aqueles que buscam uma moradia com preços mais baixos, o leilão de imóveis retomados pode ser uma ótima opção. Os bancos e instituições financeiras que possuem linhas de financiamento costumam dar grandes descontos,  já que a necessidade de vender os imóveis para recuperar o dinheiro é grande.

Monitorar os leilões também serve para aqueles que procuram investir em imóveis, como casas de aluguel, por exemplo, sem precisar gastar muito. Vale acompanhar as condições e participar dos certames.

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