5 mitos do empréstimo com imóvel em garantia

Modalidade de crédito ainda gera muitas dúvidas entre brasileiros

Em diversos países, o empréstimo com imóvel de garantia é um produto bastante comum. Porém, no Brasil, essa modalidade ainda envolve muito tabu, o que faz com que os brasileiros prefiram créditos mais caros. Confira quais são os principais mitos que rondam esse empréstimo:

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1- Intenção de tomar a casa

A crise financeira americana ocorrida entre 2007 e 2008 teve seu estopim por causa do não pagamento de hipotecas. Por conta disso, o brasileiro continuou deixando de lado o empréstimo com imóvel de garantia, conhecido como refinanciamento de imóvel. O medo de perder a própria residência continua impedindo esse crédito de se tornar popular.

No entanto, essa insegurança não encontra sentido na realidade. No Brasil, os bancos não emprestam dinheiro para qualquer um e em grandes quantidades. Em geral, o crédito cedido é de até 60% do valor do imóvel. Isso permite que o cliente possa cumprir o acordo firmado, já que a intenção não é tomar o bem.

Se os bancos tomam uma propriedade, eles precisam despender recursos e tempo para vendê-la. Somente assim, eles poderão, de fato, recuperar o dinheiro que foi emprestado. Portanto, não há vantagem para as instituições tomarem o imóvel. Vale mais a pena renegociar a dívida — se for necessário.

Como o próprio nome já diz, o imóvel é apenas uma garantia, uma certeza de que o crédito será pago. Diante disso, é possível entender porque nos Estados Unidos essa modalidade causou tantos transtornos. Lá, o empréstimo era cedido sem critério e com altos valores, muito diferente do que tem ocorrido aqui.

2- Igual à hipoteca

O empréstimo com imóvel em garantia não é igual à hipoteca. Na verdade, esse tipo de crédito foi criado para ser mais rápido. No empréstimo, também chamado de alienação fiduciária, o proprietário passa o bem para o nome do banco. A partir de então, o mutuário se torna o fiduciante e pode permanecer com a posse do imóvel.

Em caso de descumprimento do acordo, o processo de execução ocorrerá apenas no Cartório do Registro de Imóveis. Isso faz com que a instituição credora tenha menos risco econômico. Consequentemente, ela disponibiliza uma modalidade mais barata aos mutuários.

Na hipoteca, o imóvel continua no nome do proprietário. Porém, as partes estabelecem que, em caso de inadimplência, o bem passará a ser do credor. Nesse sentido, a execução da hipoteca acontece pela via judicial, o que pode levar um grande período de espera.

O que as duas modalidades têm em comum é que se tratam de uma forma de empréstimo. O dinheiro obtido por esses créditos pode ser usado em uma situação emergencial ou para colocar algo em prática. Muitas vezes, o refinanciamento é feito para aumentar o capital de uma empresa ou quitar as dívidas, por exemplo.

3- Processo burocrático e demorado

Ao contrário do que muitos pensam, obter esse produto não é algo burocrático, nem que leva tanto tempo. A contratação do crédito com imóvel de garantia pode, inclusive, ser feita de maneira on-line.

Na Melhortaxa, depois que o cliente envia todos os documentos exigidos, o processo acontece rapidamente. Se não houver qualquer pendência, em até 30 dias, em média, o interessado já pode estar com o dinheiro solicitado na conta.

4- Comprovar renda sozinho

Embora tenha uma garantia, no refinanciamento o solicitante também precisa apresentar comprovação de renda. Afinal, já que a intenção do banco é a adimplência e não o bem, ele deseja verificar se o interessado tem como pagar o crédito.

O que muitos ainda não sabem é que a documentação pode ser apresentada com mais pessoas. Dessa forma, fica mais fácil obter um valor mais alto, pelo simples fato de aumentar a renda.

Também é importante destacar que quem possui uma empresa, ainda que seja ME ou MEI, pode declarar isso para compor a renda. Ou seja, não são apenas as pessoas físicas que podem obter esse tipo de crédito.

5- Situação do imóvel

O imóvel a ser colocado em garantia não precisa estar no nome do solicitante. Porém, é necessário que o proprietário assine um termo em que mostre estar ciente da alienação da propriedade.

Além disso, é possível obter o crédito com um imóvel que ainda não está quitado. Nessa situação, o banco exige que a casa ou apartamento tenham, ao menos, sido 50% pago.

Conclusão

Muitas das ideias sobre o empréstimo com imóvel de garantia são mitos. Portanto, é indicado buscar informação em sites confiáveis e especializados antes de escolher um produto financeiro.

Esse tipo de crédito oferece diversas vantagens aos clientes. Porém, ele só vale a pena para quem tem o hábito de pagar as contas em dias. Desse modo, os riscos são minimizados.

Na Melhortaxa, você conta com um simulador de empréstimo com imóvel em garantia, para verificar se as parcelas cabem no seu bolso. Aproveite para comparar as taxas do refinanciamento cobradas pelas instituições e opte pela que mais se adequa ao seu perfil.

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