Juro de cheque especial e cartão de crédito batem recorde

Para os endividados, recorrer às instituições financeiras em busca de empréstimo para quitar dívidas é, definitivamente, o pior dos cenários.

Segundo relatório de julho do Banco Central, os juros do cheque especial atingiram 502,43% a.a para pessoa física. Já o cartão de crédito rotativo chegou a 791,18%.

Com a crise econômica, essas modalidades de crédito foram mais solicitadas pelos clientes. Porém, em função dos altos custos, tanto o cartão quanto o cheque especial continuam contribuem para o aumento das dívidas.

Cheque especial

O cheque especial é um crédito que o banco cede automaticamente aos clientes. Por não necessitar de qualquer garantia, a instituição cobra altas taxas para a sua utilização — o que prejudica ainda mais quem já está endividado.

Se um cliente utilizar R$ 1.000 do cheque especial e só pagá-lo um mês depois, por exemplo, esse valor estará R$ 1.135,00 se a taxa for de 13,50%. Portanto, mais de R$ 150 serão só de juros do cheque especial. Em geral, muitos consumidores nem se dão conta quando já estão utilizando o cheque especial. Isso ocorre porque esse empréstimo começa a valer quando a conta corrente fica negativa.

Em um ano, o valor que começou R$ 1.000 poderá chegar a incríveis R$ 4.726, ou seja, quase cinco vezes o inicial. Em função disso, é importante estar sempre atento ao saldo da conta.

Cartão de crédito

Em abril deste ano, o Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou algumas medidas que visam diminuir os encargos do cartão de crédito. Antes, o cliente só podia pagar uma vez o mínimo, que correspondia a 15% e depois entrar no crédito rotativo.

A partir de agora, as instituições é que definirão o percentual de pagamento mínimo de acordo com cada cliente. Mas isso também só poderá ser feito uma vez. Ou seja, não existe mais a possibilidade de “rolar” a dívida.

Mesmo assim, é perigoso utilizar o cartão de maneira inconsciente. Ainda que o CMN esteja tentando diminuir a inadimplência, as novas regras do cartão de crédito permanecem nas mãos dos bancos, que provavelmente não irão abaixar os juros.

Como quitar as dívidas

A melhor maneira de iniciar a quitação das dívidas é tirar um tempo para analisá-las. Saber o tempo corrido da dívida, a taxa de juros aplicada e o montante atual do déficit é fundamental.

Uma boa dica para facilitar esse levantamento é fazer uso de uma calculadora de reestruturação de dívida. Com essa ferramenta é possível ter uma estimativa do seu saldo devedor e qual sua despesa mensal com os juros de cada uma das dívidas.

Alternativa mais barata

O maior problema de quem adquire uma dívida são os juros. Há quem esteja endividado com diversas fontes e há quem possua apenas uma dívida. Para ambos os casos, a alternativa mais adequada para quitação de débitos é trocar as dívidas caras por uma dívida barata.

“O indivíduo que se encontra endividado precisa focar em encontrar uma alternativa a juros mais baixos. Isso é ainda mais importante quando há um acúmulo de dívidas, já que concentrar todas em uma dívida só faz com que o gasto com juros seja exponencialmente menor”, recomenda o mestre em finanças, Rafael Sasso.

Há quem se assuste com a ideia de fazer mais uma dívida, mas a ideia é que esta última não seja mais uma e sim a única. Nesse sentido, uma modalidade de crédito cada vez mais utilizada no país é o refinanciamento imobiliário.

Por meio dessa modalidade de crédito é possível se livrar das altas taxas de juros visando a quitação de débitos antigos e o benefício de ainda ter algum dinheiro ao fim de cada mês. O refinanciamento funciona da seguinte maneira: o cliente coloca uma garantia concreta sobre o empréstimo – nesse caso, o imóvel.

Como funciona o refinanciamento de imóvel

Com a garantia, as instituições financeiras correm menos risco de calote e isso se reflete na taxa cobrada pela liberação de crédito e na quantia ofertada. Por meio do refinanciamento, é possível levantar até 60% do valor do imóvel, com prazo para quitação de até 20 anos.

“Negociados os descontos, o devedor consegue reduzir as suas obrigações mensais ao concentrar as dívidas apenas na parcela destinada para liquidar o refinanciamento. Dá o fôlego necessário para a pessoa se recuperar e normalizar sua condição financeira”, afirma Sasso.

Outra vantagem dessa modalidade de crédito é que ela pode ser usada para diversas finalidades:

  • quitação de dívidas: tanto para o endividado com diversas fontes quanto para os que possuem apenas uma dívida, a alternativa mais adequada para quitação de débito é trocar a(s) dívida(s) cara(s) por uma dívida barata. Com isso, o gasto com juros é exponencialmente menor;
  • investimento pessoal: realizar uma pós-graduação, um curso no exterior, a sonhada cirurgia plástica ou o casamento dos sonhos, não importa, o capital levantado pode ser utilizado da maneira que te convir;
  • investimento em um negócio: conseguir aporte pode ser uma tarefa difícil e sair em busca de um investidor acaba acarretando em uma sociedade muitas vezes incompatível com o negócio. O refinanciamento permite que você invista o capital no seu negócio, seja um empreendimento próprio ou uma franquia,
  • eventos marcantes: a tão imaginada lua de mel, o ano sabático viajando pelo mundo, nada disso é inviável. Você pode conseguir o dinheiro necessário para a concretização desses desejos a juros módicos.

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