Impacto das eleições no mercado imobiliário

A tendência é de um ligeiro crescimento no setor, ocasionado pela constante recuperação da economia

Mesmo após o término das eleições, a tendência do mercado imobiliário para os próximos anos é manter o crescimento iniciado ainda em 2017. Contudo, é normal as pessoas interessadas em adquirir um novo imóvel se sentirem inseguras em fechar negócio durante a troca de governo.

Ao longo de 2018, diversas vantagens proporcionadas pelo governo federal alavancaram o setor e, consequentemente, aumentaram o número de lançamentos nas grandes cidades. Dentre elas, cita-se o aumento do limite de financiamento pelo SFH (Sistema Financeiro da Habitação) e a redução da Selic em 6,5%. Saiba mais!

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Ano eleitoral permite uma maior movimentação de dinheiro

Independentemente da instabilidade política atual, em períodos eleitorais o dinheiro tende a ser mais movimentado pelos brasileiros em diferentes setores da economia. Nessas épocas, inclusive, os investimentos em aplicações de renda fixa e variável ocorrem com mais frequência na esperança do nosso governante reestruturar o atual cenário econômico.

Comportamento do mercado ao longo do ano passado

O mercado imobiliário passa por uma constante recuperação principalmente por conta do resultado positivo apresentado pela caderneta de poupança ao longo do ano passado. Segundo informações da Abecip, divulgadas na Folha de São Paulo, R$ 25,29 bilhões foram investidos no setor ao longo do 1º semestre com esse recurso.

Além disso, empréstimos feitos pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) também registram alta nos primeiros seis meses de 2018 em relação a 2017. Ao todo, foram financiadas 98.840 propriedades — uma elevação de 19,8% se comparado ao mesmo período do ano retrasado.

Dos R$ 25,29 bilhões citados acima, R$ 20,2 bilhões dos recursos da poupança foram usados por pessoas físicas ao adquirir um novo imóvel. Destes, R$ 11,3 bilhões, ou seja, mais de 50% do total, foram aplicados em residências novas, comprovando o reaquecimento do setor por parte das construtoras e incorporadoras.

Com essas informações, a perspectiva é que o ano passado tenha apresentado um recorde de investimentos no setor com as cadernetas desde 2014. De acordo com a Abecip, estima-se o uso de R$ 50 bilhões extraídos da poupança para a compra de imóveis — maior valor desde 2014 quando somou R$ 110 bilhões.

O FGTS no financiamento imobiliário

Já os recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) aplicados no setor imobiliário apresentaram uma ligeira queda ao longo de 2018. Usado principalmente no programa Minha Casa Minha Casa, da Caixa Econômica Federal, foram usados R$ 31,5 bilhões desse recurso trabalhista entre janeiro e junho.

Em decorrência disso, foi a primeira vez, desde 2014, em que houve uma queda semestral quanto ao uso do Fundo de Garantia. Porém, se somar os recursos provenientes desse benefício e do SBPE, foram investidos R$ 56,8 bilhões no mercado imobiliário no 1º semestre de 2018 — alta de 4,5%.

Outro fator impactante no uso do FGTS foi a pequena alta registrada pela inadimplência do mercado de imóveis. Enquanto em 2017 o índice estava em 1,7%, no início do ano passado ele registrou 1,8%. A efeitos de comparação, antes da crise de 2014, o mesmo estava no patamar de 1,4%.

Perspectivas para os próximos quatro anos

Gilberto Duarte de Abreu Filho, presidente da Abecip, afirma que o mercado imobiliário está disposto a negociar financiamentos com os juros mais baixos do mercado nos próximos anos. Isso porque, os recursos disponibilizados para a compra de bens estão maiores e tendem a crescer ao longo dos próximos anos junto com o reaquecimento do setor.

Dependendo do comportamento da economia, os recursos podem ultrapassar os R$ 100 bilhões anuais até 2021. Contudo, mesmo o volume disponibilizado sendo alto, as vendas continuarão crescendo timidamente por conta do desemprego ainda ser muito alto no país, acredita Abreu Filho.

Um ponto importante diz respeito à queda de 25% no valor total dos imóveis desde 2014, quando teve início a recessão econômica. Mesmo esse fator sendo considerado prejudicial aos investidores do setor, muitos acreditam que essa baixa acabou tornando a compra das propriedades mais acessíveis ao bolso do consumidor.

Um fator capaz de contribuir por um crescimento do mercado nos próximos quatro anos diz respeito à inflação que tende a se manter baixa. Enquanto em 2018 a estimativa foi de 3,89%, neste novo ano ela fica estabilizada em 4,11% — abaixo da meta proposta pelo Banco Central de 4,25%.

Ainda, a Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) pode apresentar uma ligeira elevação ao longo deste ano, mas não chegará nem perto de atingir os dois dígitos. Enquanto em boa parte de 2018 o índice dessa taxa marcou 6,5%, nos próximos meses a estimativa é de subir gradativamente até chegar a 7,75%.

A tendência do mercado imobiliário para os próximos anos aponta um reaquecimento do setor e, por isso, pode ser um bom momento de comprar novos bens. Se você deseja fazer um excelente negócio, conte a ajuda da Melhortaxa durante a escolha da melhor opção de financiamento.

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