Assustados com as retiradas recorde da poupança, instituições financeiras e empresas do setor de construção civil pediram ao Banco Central autorização para usar uma parte dos depósitos compulsórios – remessas diárias dos bancos ao BC – em financiamentos imobiliários. Mas, devido ao ciclo de aumento da taxa básica de juros, a Selic, para controlar a inflação, o BC não acatou o pedido. Os recursos da poupança são utilizados em financiamentos imobiliários, tanto pela Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil quanto por bancos privados.

O mais provável, segundo apuração realizada pelo jornal O Estado de S. Paulo, é que a autoridade monetária flexibilize outras ferramentas para ajudar no financiamento imobiliário. Uma delas seria o aumento da faixa de financiamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Atualmente, o limite é de R$ 190 mil para imóveis nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio e no Distrito Federal.

A sugestão seria ampliar o teto para R$ 300 mil, e cobrar taxas intermediárias entre as que são cobradas nos financiamentos com recursos da poupança e as dos empréstimos com FGTS.

O setor pediu também que o Banco Central revise a regra de aplicação de recurso da poupança. Atualmente, 65% do que é captado nas cadernetas deve ser direcionado para o financiamento habitacional.

No entanto, os bancos sempre conseguiram uma maneira de “burlar” essa regra, utilizando os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI). No entanto, com isso, o dinheiro que deveria ser utilizado na construção de casas acaba financiando também imóveis comercias, por exemplo.

Caixa, Banco do Brasil e, no setor privado, Santander, são os bancos cujos cofres da poupança mais vêm diminuindo em volume. Já Itaú e Bradesco, os maiores bancos privados do País, teriam mais recursos disponíveis.

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Fonte: O Estado de S. Paulo