Agora é um bom momento para comprar ou vender imóveis?

Com a queda da taxa Selic, agora pode ser uma boa hora para movimentações imobiliárias

Muitas pessoas que desejam comprar um imóvel estão considerando fazê-lo agora, já que a economia brasileira tem apresentado crescentes sinais de melhora após um período de recessão. O setor de construção civil está aquecido e o mercado imobiliário está mais uma vez atraindo compradores para seus empreendimentos. 

Com recentes mudanças nas taxas de juros, futuros compradores estão se preparando para solicitar financiamentos e comprar a casa própria. Compilamos os principais elementos que devem ser levados em consideração nesse momento. Confira abaixo agora é uma boa hora para a compra de imóveis.

Queda dos juros

Em suas últimas reuniões, o Comitê de Política Monetária (COPOM) reduziu a taxa Selic em 0,5%. Em julho, a taxa passou de 6,5% ao ano para 6,0%. Em setembro, o índice foi reduzido dos 6% para 5,5%, seguido por mais um corte de 0,5%, indo para 5% em outubro. Por ser a taxa básica da economia, a Selic afeta demais juros, inclusive os dos financiamentos. 

Ela também ajuda a regular a inflação. Quando a inflação está alta, o Banco Central aumenta os juros, assim, o consumo é reduzido e os preços são forçadamente abaixados. Quando a inflação está baixa, o órgão toma a medida oposta e diminui os juros, estimulando o consumo. 

Medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação é fundamental para os financiamentos. O índice é utilizado como fator de correção das parcelas para manter o valor atualizado ao longo dos anos. Com a diminuição da Selic, a inflação e os juros caem, facilitando linhas de crédito para o consumidor. 

Simular um financiamento pode ser uma boa opção neste momento, pois as taxas menores são sinônimo de economia no  longo prazo. Porém, é preciso se atentar! Se o financiamento for atrelado ao IPCA e a inflação subir muito nos próximos meses, o valor das parcelas pode variar bruscamente. 

Maior poder de negociação

Devido à recente crise econômica, o mercado imobiliário passou por uma estagnação de vendas. Juntamente com a queda na procura veio a previsibilidade nos preços dos imóveis, que permanecem no mesmo patamar médio nos últimos dois anos. 

A alta no desemprego e a crise fizeram muitos proprietários que alugavam seus imóveis perderem essa renda e deixarem o bem fechado, arcando com custos de IPTU, condomínio, luz e água. Com o aquecimento do mercado, muitos deles estão mais flexíveis para negociações, pois conhecem o ônus de um imóvel parado.

Negociar diretamente com o proprietário também pode render mais descontos e condições diferenciadas para a compra do imóvel. Essa dica também é válida para as incorporadoras, que na fase de construção do imóvel costumam ser abertas para negociações, especialmente para quem quer comprar apartamentos na planta. 

Muitas pessoas ainda estão se recuperando da crise e grande parte do país enfrenta o desemprego. Isso contribui para um equilíbrio entre preços, já que o mercado ainda não está suficientemente aquecido para que a procura seja maior que o número de empreendimentos disponíveis. 

Sempre bom lembrar

Agora parece ser um bom momento para comprar um apartamento ou casa, porém é necessário lembrar que a economia do país está só começando a se estabilizar. As dívidas contraídas com financiamentos duram cerca de 30 anos, e mesmo com facilidade para contratar linhas de crédito, esse bom momento pode ser passageiro. 

Antes de financiar um imóvel, deve-se fazer uma simulação para ver o comprometimento da renda, assim como ter certeza acerca da estabilidade no emprego, ou uma boa reserva para pagar as parcelas em caso de desemprego. É o planejamento do orçamento que define se agora realmente é a hora certa. 

Dúvidas na hora de financiar? 

Se você ficou com alguma dúvida se deve ou não financiar o seu imóvel agora, converse com um dos especialistas da Melhortaxa! Nós pesquisamos as condições do mercado e te ajudamos a escolher qual é a mais adequada para a sua situação!

Veja Também