É possível vender carro alienado? Confira dicas e cuidados

Vender um bem que está alienado requer atenção redobrada

Sim, é possível vender um carro alienado. A alienação fiduciária acontece em duas situações. Uma delas é quando o motorista financia o automóvel no banco. Nesse caso, a instituição financeira tem a posse indireta até que haja a quitação do empréstimo.

Também é possível fazer o refinanciamento do veículo para obter uma quantia de dinheiro. Ou seja, o indivíduo coloca o carro em garantia e, assim, consegue obter condições vantajosas de pagamento. Nas duas situações, é possível vender o bem. Entenda melhor esse assunto!

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Antecipar as parcelas

O atual dono do veículo pode adiantar as parcelas e pagar o empréstimo antes de efetuar a venda. Há situações em que a antecipação do pagamento torna o valor mais barato, já que os juros são cobrados com relação ao tempo.

Nesse caso, o novo proprietário não terá pendências com a instituição financeira que fez parte da alienação. A sua responsabilidade fica restrita ao pagamento do carro. Óbvio que antecipar as parcelas é a opção ideal, mas nem todos podem fazer isso antes da venda. Aliás, muitos passam o bem para frente exatamente porque estão com dificuldades de arcar com o compromisso estabelecido.

Liquidar o contrato

Para quem não pode arcar com os custos do financiamento, é possível “passar a dívida para a frente”. Nesse caso, quem irá pagar o restante do empréstimo será o novo proprietário.

O novo motorista poderá pagar o crédito com recursos próprios ou fazer um Interveniente Quitante (IQ). Na prática, o IQ significa utilizar um bem que já está atrelado a um empréstimo – por exemplo, o veículo – como garantia. Ou seja, o banco em que o comprador quer solicitar o crédito quita a dívida anterior, para então alienar o automóvel.

No entanto, é importante destacar que, assim como o primeiro dono do veículo, o segundo também passa por uma análise de crédito. Como ele é quem irá assumir a dívida, a instituição precisa saber se ele poderá arcar com as prestações.

A mudança de credor é necessária para substituir o alienante. Caso isso não seja feito, as parcelas continuarão sob responsabilidade do antigo comprador. Além disso, ele também deverá continuar pagando os tributos, como o IPVA.

Cuidados que o comprador deve ter

Vender ou comprar um carro alienado envolve alguns riscos. Por isso, é importante tomar alguns cuidados nesse momento, para evitar dores de cabeça no futuro. Quem está comprando precisa saber exatamente qual é o valor total da dívida. Se possível, é preferível fazer o pagamento à vista, para diminuir os custos da transação. Outro detalhe muito importante é prestar atenção à documentação. Caso haja alguma pendência de IPVA, licenciamento ou multa, é preciso verificar qual parte irá quitar. Isso evita surpresas futuras.

Interveniente Quitante ou portabilidade de crédito

O Interveniente Quitante e a portabilidade podem ser confundidos por se tratarem de transferência de crédito. No entanto, cada operação tem característica e vantagens específicas.

A primeira forma de transferência de crédito oferece uma flexibilidade maior, pois o credor permite maior negociação do empréstimo. Esse tipo de transação é a melhor opção para quem deseja comprar um veículo alienado, mas não tem condições de quitar a dívida à vista.

Além disso, o Interveniente Quitante pode ajudar o vendedor, que não consegue antecipar a dívida agora, mas precisa vender o bem. Nesse sentido, o comprador pode escolher essa opção e não precisa esperar o vendedor quitar o empréstimo.

Por outro lado, a portabilidade de crédito consiste em uma operação para transferir o empréstimo de um banco para outro. Isso pode ser feito quando o devedor percebe que em outra instituição as taxas estão mais baixas.

A portabilidade pode ser a opção para quem está com dificuldades de pagar a dívida, porém, não deseja vender o veículo. No entanto, destacar que nem todas as instituições pegam o empréstimo de outro credor. Por isso, vale a pena tentar fazer uma negociação primeiro e, se não for possível, buscar um banco que aceite a transferência.

Conclusão

Para quem deseja comprar um imóvel que está alienado, essa condição não é empecilho para a transação. Como visto, a alienação fiduciária não impede que o bem seja vendido, ainda que haja alguns procedimentos a serem tomados.

Basicamente, pode-se dizer que há duas alternativas: quitar a dívida antes da venda ou repassá-la ao novo comprador, por meio do Interveniente Quitante. Nas duas situações, é importante respeitar todas as etapas, incluindo a análise da documentação, para evitar problemas futuros.

Vender carro alienado é possível, sim. Mas exige atenção. Agora que você já sabe mais sobre o assunto, conheça mais sobre o refinanciamento da Melhortaxa. Compare as taxas cobradas sem sair de casa!

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