Mesmo os financiamentos que cobrem a maior parte do valor do imóvel exigem que o futuro proprietário dê alguma quantia de entrada. Esse pode ser um ponto em que o sonho da casa própria pode encontrar um primeiro obstáculo para sair do papel. O valor da entrada, afinal, não costuma ser pequeno. No caso de um financiamento de 80% do preço do bem, é preciso dar como entrada os 20% restantes. Caso o imóvel custe R$ 300 mil, por exemplo, o proprietário precisaria pagar, no ato, R$ 60 mil de entrada. E como juntar esse dinheiro?

Fazer isso exige algum horizonte de tempo. Portanto, mesmo que você não saiba com antecedência quanto irá precisar, a ideia é fazer a reserva de dinheiro de acordo com uma projeção. Tente calcular esse valor sempre para mais, de modo que, se for para o valor real e o imaginado difererirem, que seja a seu favor. Listamos a seguir algumas técnicas que podem te ajudar nessa tarefa.

Cortar gastos, ganhar mais – Quando a ideia é ganhar dinheiro a ação central consiste em fazer sobrar dinheiro. Isso pode acontecer cortando gastos ou conseguindo dinheiro a mais.

No primeiro caso, gastos como televisão a cabo, viagens e refeições fora de casa podem ser cortados sem grande prejuízo prático para a qualidade de vida, mas aliviando o bolso. Enquanto isso, exercer uma atividade extra ou vender coisas que não são mais utilizadas ajudam a levantar dinheiro. É preciso estudar bem as possibilidades em cada caso, e tentar salvar a maior quantia possível para dar de entrada no imóvel.

Investir – Onde guardar o dinheiro enquanto o momento da compra não chega? Como esse trabalho muitas vezes dura alguns anos, é preciso proteger as economias da inflação. E é possível, ainda, engordar esse montante fazendo com que ele renda em si mesmo. A poupança é uma das opções mais seguras e procuradas quando se quer simplesmente juntar dinheiro, mas em casos de maiores horizontes de tempo é possível utilizar outras ferramentas para fazer o dinheiro render. Existem opções de investimentos em renda fixa com diferentes rentabilidades e prazos de resgate, que oferecem retornos acima da poupança.

Vale a pena estudar alternativas, mas lembre-se que não é hora de brincar de investir: você tem um compromisso sério no futuro e precisará desse dinheiro. Não arrisque perdê-lo em operações ousadas demais e pouco seguras.

Maior entrada, menos juros – Embora tenhamos utilizado o exemplo de uma entrada equivalente a 20% do valor do imóvel não existem regras fixas. Na prática, é possível dar uma entrada maior ou menor. Lembre-se, no entanto, que o valor além da entrada será financiado – ou seja, emprestado a você com juros. E quanto maior o valor financiado, maiores serão os juros cobrados. Por isso, tente juntar uma boa quantidade de dinheiro e pagar uma boa entrada.