Comprometimento de renda com cartão: evite bola de neve

Confira as 4 principais dicas para sair das dívidas e organizar o orçamento

Se você é dessas pessoas que utilizam o cartão de crédito no dia a dia ou para comprar itens de forma parcelada, vale ficar atento às regras para concessão de crédito, evitando um comprometimento de renda maior que você consegue arcar.

Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 60,1% das famílias brasileiras se declararam endividadas em janeiro de 2019. Entre a principal fonte de inadimplência está o cartão de crédito, mencionado por 78,4%, os carnês (14%), seguido pelo financiamento de veículo (9,7%).

Para quem prefere aproveitar o cartão de crédito da melhor forma e evitar bola de neve com dívidas, uma boa dica é ficar atento a promoções, descontos e sistema de pontos oferecidos exclusivamente para usuários desta modalidade de pagamento, como locais de entretenimento e estabelecimentos comerciais.

1. O cartão de crédito não é extensão do seu salário

A primeira dica para se planejar ao usar o cartão de crédito, é entender que o limite da fatura deve estar dentro do seu orçamento. Muitas vezes, as pessoas utilizam o cartão de crédito como recurso, evitando realizar compras à vista. No entanto, deve-se ficar atento ao teto de gastos.

Essa modalidade pode funcionar mais facilmente para profissionais que possuem a renda variável, como pessoas jurídicas e trabalhadores autônomos. O consumo é, na maioria dos casos, uma questão de comportamento e você pode realizar o cálculo de comprometimento de renda para entender os gastos mensais.

2. Quando o parcelamento é a melhor opção

Para quem deseja evitar parcelamentos a perder de vista, o que dificulta o planejamento das finanças a longo prazo, a dica é realizar o pagamento imediato. Algumas vezes, o parcelamento pode compensar, como situações de promoção ou com juros baixos.

Por exemplo, se há a promoção de algum produto que você utiliza todo mês, vale a pena investir na aquisição de um número maior deste produto e parcelar no cartão. Neste caso, o valor gasto já está incluso no orçamento.

Em compras de bens duráveis, o cartão de crédito pode ser utilizado quando não é possível quitar à vista.

3. Organize o seu orçamento

Para muitos economistas, há um percentual de comprometimento da renda que você deve seguir para manter as finanças sempre em dia. Se você deseja se organizar e criar um orçamento sustentável, não deve exceder 15% a 20% do orçamento com parcelas do cartão de crédito.

A proporção é de 50% de recursos para gastos essenciais, como financiamento de imóvel ou veículo, supermercado, transporte e contas de serviços.

Uma parcela de 15% pode ser usada para investimento, seja em bens duráveis ou ações. Por fim, gastos extras são incluídos em 35% do orçamento para lazer e produtos de desejo.

A estratégia de como quitar dívidas é utilizar os 15% que seriam para investimentos para pagar parcelas de financiamento e empréstimo. Assim, é possível um orçamento sem tantos cortes e eficiente.

4. Troque uma dívida cara por uma mais barata

Você já ouviu falar em refinanciamento? Normalmente, o recurso é utilizado por quem busca quitar dívidas sem abrir mão do estilo de vida, trocando uma taxa de juros mais alta por outra mais baixa.

Refinanciamento

A melhor opção nestes casos é o refinanciamento imobiliário em que o imóvel é dado como garantia, tornando o empréstimo de menor risco. Assim, os juros giram em torno de 1,2% para imóvel ou de 1,7% para o refinanciamento de veículo. Essa opção é ótima para quem quer acelerar o processo de pagamento das dívidas.

Empréstimo pessoal

Outra opção muito utilizada é a do empréstimo pessoal. No entanto, embora as taxas de juros sejam mais baixas que a do cartão de crédito, que possui taxa de juros em torno de 8,77% a.m., o valor ainda é alto para comprometimento de renda com dívida para quem está em um cenário de poucos recursos financeiros.

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