Como a queda da Selic atinge o financiamento imobiliário?

A queda da Selic pode ajudar você a dar entrada em um financiamento imobiliário com as menores taxas do mercado.

Periodicamente, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) se reúne dois dias seguidos e define o rumo da taxa de juros Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia). Mas, até que ponto esse índice pode influenciar no momento de dar entrada em um financiamento imobiliário?

Saiba mais sobre a importância da Selic, sua relação com a economia brasileira e como ela pode interferir em um financiamento.

?

O que é Selic?

A taxa Selic é muito usada em operações interbancárias, influenciando os juros de toda a economia do país. Embora seu valor não seja fixo, as variações ocorridas diariamente são quase imperceptíveis e dificilmente fogem da meta determinada nas reuniões do Copom.

Basicamente, quando ocorre queda da Selic, a população passa a ter maior facilidade em adquirir crédito e, consequentemente, consumir mais. Tal fator pode fazer a indústria ter dificuldade em suprir a demanda e se ver obrigada a reajustar seus preços.

Quando a Selic está em alta, contudo, tudo fica mais caro, e isso inibe consumos e investimentos, fazendo a economia do país desacelerar. Um exemplo disso é a recessão enfrentada pelo Brasil desde 2014, com leves sinais de recuperação no ano passado.

Desde  30 de outubro de 2019, seu índice está em 5% — o menor desde o início de 1998. Tal valor segue a prática de redução dos juros consecutivamente realizada pelo Copom desde outubro de 2016, quando a taxa estava em 14,25%. Vale ressaltar que esse comitê se reúne oito vezes ao ano para discutir a situação dessa Selic.

Reflexos da Selic no mercado imobiliário

Os índices praticados por essa taxa de juros reflete diretamente na economia brasileira, indicando sinais de que ela pode ou não enfrentar uma crise financeira. Em 2016, por exemplo, no ápice da recessão brasileira, a Selic estava em 14,25% obrigando, em partes, os comerciantes reduzirem os preços das mercadorias com o intuito de diminuir a inflação.

Dependendo da situação, seus índices ainda podem interferir indiretamente no financiamento de um imóvel. Prova disso é a constante redução do número de propriedades novas vendidas no Brasil enquanto a Selic estava em alta, entre 2014 e 2016.

Na cidade de São Paulo, por exemplo, o número de unidades comercializadas em 2016 foi de 16.170, segundo o Secovi-SP (Sindicato da Habitação). Tal número é 19,7% menor em relação a 2015, quando o total comercializado foi de 20.148.

Relação entre Selic e financiamento

Financiamento de imóveis e Selic andam lado a lado durante as negociações de um novo imóvel. Para facilitar seu entendimento, considere a seguinte situação:

  • uma pessoa está economizando mensalmente uma quantia em dinheiro para poder dar entrada em um financiamento imobiliário;
  • durante esse processo, ela faz um cadastro na Melhor Taxa e verifica qual instituição possui as menores taxas do mercado;
  • nesse meio tempo, o Copom decide aumentar os índices da Selic e, em decorrência disso, elevar as taxas de juros do financiamento,
  • diante disso, todo o planejamento inicial passa a ficar desatualizado e o possível comprador precisará de reorganizar antes de comprar o bem.

Quanto maior for a Selic, maior o custo de financiamento. Em decorrência disso, ocorre uma diminuição de acesso ao crédito para o mercado imobiliário. Não por acaso, quando o Copom iniciou o corte dessa taxa em 2016, o setor começou a se reerguer lentamente e, hoje, já apresenta resultados satisfatórios em relação aos três últimos anos.

Ao mesmo tempo, em períodos de Selic elevada, uma dica é fazer investimentos em renda fixa, como o LCI (Letra de Crédito Imobiliário). Assim, você consegue obter mais rentabilidade a médio-longo prazo e, consequentemente, junta mais dinheiro para pode financiar o imóvel.

Histórico de queda da taxa Selic

A queda da Selic começou a cair em outubro de 2016, quando o Copom decidiu mantê-la em 14% ante 14,25% vigente desde julho de 2015. Tal medida foi uma das primeiras a serem feitas com o objetivo de diminuir a inflação de 7,87% acumulada nos últimos doze meses e restabelecer a economia brasileira.

Nos meses seguintes, um novo corte aconteceu e, em dezembro de 2016, o índice já estava em 13,75%. Naquele mês, o IPCA acumulado era de 6,29% — número relativamente inferior ao de 2015, quando esse valor atingiu 10,67 e foi considerada a maior inflação anual desde 2006.

Em 2017, a Selic continuou em queda, impulsionada pelo reaquecimento de diversos setores da economia. Enquanto nos primeiros dias de janeiro seu índice era de 13,75%, nas últimas semanas de dezembro o valor já era de 7% — um corte de quase 50%. Ao mesmo tempo, a inflação oficial daquele ano foi de 2,95% — menor índice desde 1999.

Em março de 2018 a taxa havia ido para os 6,5%, sendo derrubada mais de um anos depois, em julho de 2019, quando foi para os 6% ao ano. Em setembro e outubro ela sofreu novos cortes indo para 5,5% e 5% ao ano. A tendência é que a taxa sofra novos cortes nos próximos meses, porém não há previsão de quando será reajustada novamente pelo Copom.

Financiamento é na Melhortaxa!

Deseja financiar um imóvel com a Selic no menor valor desde 1998? A Melhor Taxa compara os juros cobrados pelas maiores instituições financeiras e indica a melhor opção de acordo com seu perfil. Por isso, não perca mais tempo e faça já uma simulação!

Veja Também